A MODA DOS ALIMENTOS OU ALIMENTOS QUE ESTÃO NA MODA!!!

Os Alimentos termogénicos (diria eu: alimentos de natureza quente e sabor picante… segundo a Alimentação Energética da Medicina Tradicional Chinesa).


Durante as pesquisas que tenho feito para o projecto “desafio 10 semanas” (está quase a sair) li muito sobre alimentos, nutrição, dietas da moda, dietas dos famosos… enfim, li quase tudo sobre o que se escreve sobre alimentação. E fiquei bastante satisfeito com uma pequena, mas interessante descoberta – desculpem a minha falta de modéstia – temos alimentos que estão na moda… é verdade. Não sou eu que o digo, mas se fizerem uma pesquisa rápida pelas redes sociais e pelos escritos, blogs e demais canais de nutricionistas famosos (Drª. Agata Roquete, Ana Isabel Ribeiro, Drº Fernando Póvoas, entre muitos outros) vão chegar à mesma descoberta e conclusão que eu cheguei: Há uma moda de alimentos ou melhor há alimentos que estão na moda. E isso é bom, pois como toda a moda, ela vai percorrendo um círculo ou uma aspiral através dos tempos e, o que hoje está na moda, amanha não estará e depois volta (lembram-se da jovem Mary Quant, considerada a mãe da mini saia, esse ícone da moda, que ainda hoje é controversa…).
Mas não é de moda – leia-se roupa e acessórios, que quero falar-, mas sim de uma série de alimentos que descobri serem termogénicos – termo técnico e actual – para designar alimentos que, há cinco mil anos, eram considerados de natureza quente e sabor picante, que aqueciam o organismo, criando condições para aumentar a energia (o Qi) e elevá-la, que tinham como acções o movimento ascendente, de dentro para fora, que facilitam as funções corporais – leia-se metabolismo – que eram utilizados em patologias de deficiência de Yang, entre outras (para combater os ataques de factores patogénicos externos, por exemplo) ou como deficiência de Yang de baço, que muitas vezes está associado ao aumento de peso, ao inchaço por acumulo de líquidos, à falta de energia – lassitude – a uma fraca capacidade física e a uma incapacidade no transporte e transformação dos alimentos que vão alimentar o Qi, a nossa energia vital. Não dá para perceber muito bem esta linguagem (simples para mim) mas algo “isotérica”, sem fundamentos científicos ( é assim que se diz, sem fundamentos ou será evidências cientificas?) para os “descobridores” dos alimentos termogénicos.

 

 

E se mudarmos os termos? Será que compreendemos melhor e as evidências científicas já se “confirmam”?

Ok! Por mim tudo bem… o que interessa, mesmo, é saber que estamos todos a falar das mesmas capacidades que os alimentos têm… Isso é evidente.

Ora vejamos:
Segundo a DrªAna Ni Ribeiro, nutricionista que admiro e sigo, “A energia que gastamos diariamente depende de vários factores: metabolismo basal, actividade física e efeito térmico dos alimentos.
A termogénese alimentar é responsável por cerca de 10% do gasto total de energia. Sempre que comemos há gasto metabólico efectivo da digestão, absorção e armazenamento dos nutrientes.

Há alimentos que fazem aumentar o gasto, porém esses alimentos, por si só, não podem ser encarados como milagrosos.” E eu concordo plenamente com a Drª Ana Ni Ribeiro. Sim estes alimentos e a sua função termogénica ajudam-nos a gastar mais energia (na MTC, Qi) mas também fazem com que as funções do Baço-Pâncreas na MTC, estejam no seu pleno funcionamento e todo o processo relacionado com este, vá fazer com que não tenhamos humidade (podemos chamar-lhe gordura e não só, pode ser retenção de líquidos por falha nas funções do Rim, mas noutro artigo falarei disto), dificuldades de digestão que dá inchaço (aumento do volume abdominal, será?).

Bem, parece que nestas questões da alimentação ou da nutrição ou o que lhe quisermos chamar, temos também este fenómeno “interessante e desconcertante” que são os ciclos da moda – leia-se vestuário – que hoje são “usados” porque lhes mudaram o nome ou simplesmente porque afinal até ficam bem… como uma bela mini saia.

O problema, sabem, é que nem todas as pernas suportam um bela mini saia, ou se quisermos, nem todas mini saias aceitam determinadas pernas… logo, nem todos nós podemos comer os mesmos alimentos com “protocolos gerais, tipo acordo colectivo de alimentação”.
E nisso, a Medicina Tradicional Chinesa, está muito à frente da nossa Era, tal como a Mary Quant nos famosos e pós guerra anos 50…

Por isso a velha frase, mas cada vez mais na moda: FAZ DO ALIMENTO, O TEU MEDICAMENTO…

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